OPS, PEIDEI!

Hoje a história é curta que nem coice de porco, e quem tem filhos sabe que algumas pérolas acontecem e são ditas quando eles começam a falar. Só espero que as intensidades não aumentem proporcionalmente com a idade.

Eu tenho o privilégio, dirão uns, de trabalhar em casa, no tal Home Office, que é bom por pode estar ao lado dos filhos e da família, não pegar trânsito e nem estar em um ambiente que por vezes tem umas vibrações nada bacaninhas, quiçá muito legais. Por outro lado nem tudo são flores, risos, pois ainda não consegui ver a cor do dinheiro (com exceção dele saindo). Mas foda-se, voltamos ao que interessa, até porque o que eu faço ou deixo de fazer profissionalmente, com exceção que não estou ganhando dinheiro, não é da conta de ninguém; então, se você quiser ajudar… liga para o meu celular.

Pois então, entre uma saída e outra do escritório para dar aquela arejada, tomar uma água e esticar as pernas fui até a sala onde os meus dois filhos estavam brincando de pecinhas plásticas de montar/encaixar (não vou dizer a marca, até porque a L*** não está me pagando um centavo para isso). Dei uma passada por eles e soltei aquele flato, ação carminativa (aprendi essa com a minha dinda, madrinha para os que moram no Brazil) ou simplesmente um peido daqueles de deixar qualquer um orgulhoso. Algo sonoro, portentoso, e por acreditar que a dieta hoje estava rica em enxofre (mulher, o que tu colocou na comida?), a produção destes gases estavam sendo produzidos aos borbotões pelas bactérias no meu intestino, logo preteou o olho da gateada e fedeu para valer. Nisso o meu primogênito tasca: “que fedor, heim Pandinha (?)” e cai na gargalhada.

Aqui vale um parêntese: essa alcunha me foi imposta por uns amigos fotógrafos que mantenho no exterior (São Paulo), que até hoje não consegui entender porque (nem do apelido e nem a continuidade desta amizade). Mas enfim, não podia esperar coisa diferente daqueles arrombados! São… mas são meus amigos!

Ser chamado de Pandinha pelos amigos é uma coisa, mas pelo meu filho esperava algo como papai, meu herói, queridão e outros adjetivos deste nível para encher o cidadão de orgulho. Mas enfim, decepções virão, faz parte.

E antes que fiquem cheio de mimimi, afinal de contas estamos na era dos mimizentos e dos não me toque, não vem com aquela conversinha do tipo: “ai, que nojo isso é coisa que se escreva”, “peidar, que coisa mais feia”, “fazer isso na frente das crianças” e blá-blá-blá. Como se todas as vezes que tivesse que liberar um ar você fosse correndo para o banheiro – ao contrário – já estou até imaginando tu levando um lado da bunda na cadeira para dar aquela liberada no intestino. Moral de cueca aqui não! E sim tenho medo do perigo, fiz isso porque quem manda em casa (eu não escrevi isso) estava trabalhando; se não além de ter quase me cagado teria apanhado!

Como as bactérias não paravam de trabalhar e a coisa poderia ficar mais preta do que apenas um cheiro desagradável no ambiente ou uma pequena freada nas cuecas, me fui para a casa de força. Também conhecido pelos antigos (leia-se antigos mesmo) como quarto de banho. O mesmo primogênito me foi bater à porta perguntando se poderia jogar futebol no pátio e que precisava ir ao banheiro o que já emendei um agora espera que estou cagando. Foi aí que levei a segunda rajada: “olha os modos, eu já te disse”.

No meu tempo filhos não respondiam para os pais. Vai ter gente que ficará sem internet hoje, e como tudo mudou, pelo visto será eu!

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