ESTÁ NA HORA DE ME BENZER

Para o bem da verdade, já passou da hora de eu me benzer! E vou explicar, ou tentar explicar o porquê?

Pois bem, segundo consta por aí, na história da minha vida, nem sempre fui um cara muito jeitoso para fazer as coisas. Coloca aí a falta de paciência que foi outro item que não veio de série quando eu nasci, está feita a merda. Ou melhor, estão todos os ingredientes necessários para as coisas se esfacelarem na minha mão, deixarem de existir ou perder a utilidade para o qual eles foram montados ou projetados.

A primeira história é datada lá pelos idos de 1980 ou 1981, com meus dois ou três anos, quando levar criança no colo e no banco da frente – mas não acredito que meus pais tenham feito isso com o carro em movimento – não era passível de multa gravíssima e sete pontos na carteira (me corrijam se eu estiver errado, mas que se foda, não é sobre isso o texto). Meu pai tinha um Maverick Branco, motor V8 (os canadenses), com aquelas listras pretas no capô – uma máquina que gostaria de ter atualmente – um dos carros que meu pai fala com carinho e devoção até hoje. Pois bem, como não me lembro, vou acreditar que seja verdade, mas estava eu sentado no colo do meu pai no banco do motorista quando comecei a brincar com o pino que tranca a porta: baixava e levantava, baixava e levantava, baixava e ops (!); fiquei com o bagulho na mão. Sim arranquei, ou melhor, a qualidade já não era das melhores nos veículos daquela época, ocasionando o desencaixe do artefato usado para trancar a porta pelo lado de dentro. Não estou gostando nem agora de imaginar a cara do meu pai, quando com um sorriso maroto para lhe entreguei o pino, imagina na hora!

maverick_pai
Aí está o possante do velho, que eu fiquei com o pino da porta na mão!

[atualizado – 05/12] Não é que o estrago do carango aí de cima foi maior do que um simples pino para trancar e abrir a porta quebrado? Antes fosse isso! A atualização ficou por conta do próprio prejudicado a época, meu pai. Dê uma olhada abaixo.

pisca_maverick

A coisa foi pior do que podia imaginar… Não quero saber quais sentimentos vieram à tona por trazer esta lembrança. Mês que vem nos vemos, pai!

Alguns anos depois eu e meu pai estávamos indo para o litoral – sim, sempre a praia nas minhas “pequenas tragédias” – de ônibus (mas não se preocupem, não repeti a dose como na vez da prima Jurema), quando paramos na rodoviária de Osório. Um calor senegalês e o meu velho desce para buscar água para nós dois, devia ter uns 16 anos, e fiquei no ônibus guardando o nosso lugar e curtindo aquela sauna marota! Ele chegou me entregou uma garrafinha, sentou ao meu lado e abriu a sua, enquanto fui abrir a minha: primeira tentativa e nada. Nisso o meu pai me deu uma olhada, não sei se prevendo que viria mais uma merda ou se pensando que só tinha tamanho, pois força que era bom, nada! Caralho, se vou perder para uma garrafinha de água mineral vou ganhar de quem? Segurei a base da garrafa e virei à tampinha com todo aquele jeitinho cativante que Deus me deu e puta merda, voou água no meu colo, no passageiro da frente e aquele troço desfigurado que em outrora parecia uma garrafa estava parecendo um copo, pois havia decepado do gargalo pra cima abrindo a dita cuja. Resumo da ópera, o que sobrou da água foi só para passar vontade nas quase duas horas restantes de viagem.

Não satisfeito, não necessariamente no mesmo final de semana que decepei o gargalo da garrafa, mas na praia – sempre ela – fui lavar a louça para a minha mãe e chegou naquela hora maravilhosa desta tarefa tão nobre, mas que eu tanto odeio: as panelas. Lá me fui coloquei detergente na esponja, enxaguei a panela e esfreguei uma, esfreguei duas, esfreguei três e nada do resto de comida sair. Nesse curto intervalo de tempo a minha paciência já tinha ido para o espaço. Tirei o sabão e repeti o processo e nada. “Puta que os pariu, essa merda de sujeira vai sair por bem ou vai sair por mal”, bradei eu. Tomei aquela posição de ataque do guerreiro, tasquei meio pote de detergente na esponja, coloquei a panela deitada (com a boca para o lado) apoiei a mão esquerda e vai catraca, quer dizer, esfrega-esfrega; até aí tudo bem acho que estava conseguindo até remover a proteção que por ventura podia ter o utensílio, mas senti que a forma da boca da panela não estava mais como deveria ser, ou seja, de redonda ela foi ficando elíptica até quase se encontrar uma a outra. Resultado: não limpei, deformei e tive que colocar a panela no lixo; e a minha mãe foi só felicidade. Ainda bem que não eram as de TFAL!

Pois é, tem aquela vez da parede e do dedo do pé quebrado, mas essas são histórias a parte que vocês podem ler aqui e aqui, caso ainda não tenho tido este prazer. Por favor, leiam!

Mas não se preocupe, pois vamos crescendo e aprendendo. A evolução faz parte do processo. É verdade, agora estou conseguindo estragar coisas mais caras que uma simples panela, garrafinha plástica ou tirar um cano de cobre da parede. Dúvida? Então continue lendo!

Na área da fotografia, que tanto gosto e até alguns anos atrás almejava do fundo do meu coração ser a minha profissão, mas os “proficionau” que tem nela são um capítulo a parte; no automobilismo então, fede de mais. Mas enfim, ganhei um monopé de um amigo que tinha comprado um melhor para ele, todo faceiro com o brinquedo novo, que poderia dar uma melhorada na estabilização da bagaça, principalmente com lentes grandes, fui abri-lo para ajustar a minha altura e, num passe de mágica, de um para dois monopés em minhas mãos. Arranquei as hastes, com parafusos que estão até hoje perdidos no gramado de Tarumã para um lado e presilhas para outro. Não satisfeito, na última etapa da Fórmula Truck no mesmo autódromo do desmonte do monopé, embaixo de uma chuva de bosta desde os treinos de sexta-feira, com capa da máquina e mãos totalmente molhadas minha máquina foi para o chão com lente e tudo antes da abertura do Box para a corrida de domingo. Sabe quando tu perdes o chão? Assim fiquei me sentindo, um bosta, principalmente por ser muito cuidado com o equipamento. E o saldo da brincadeira: máquina quebrada, cortina torta, obturador fudido e encaixe da baioneta torto.

Sim, alguns “acidentes” no carro também ocorreram, mas aí em partes por causa da marca que é uma bosta. Não comprem FIAT, pois se arrependerão até o último fio do cabelo do rabo. Nunca vi o pedal do acelerador se soltar porque o parafuso caiu pura e simplesmente assim, protetor de cárter moer e desde que saiu de fábrica a porra sempre foi um parto para alinhar. Sem falar no porta-malas que não fechava porque o parafuso da fechadura também se soltou!

E para fechar com chave de ouro essa história, hoje estávamos personalizando umas canecas para entregar para clientes e adivinha o que aconteceu com a porra da prensa de canecas? Enganou-se quem pensou que eu entortei, quebrei ou parti no meio… essa porra simplesmente parou de funcionar, fizemos a primeira e não conseguimos terminar a segunda. E detalhe importante: essa é a segunda prensa que usamos, em menos de 200 personalizações e pouco mais de um ano de existência da empresa. Baita produto de merda, mas errei uma vez, repeti o erro – sim é burrice – mas agora vou trocar de fornecedor ou deixar de customizar, pois R$ 400,00 de prejuízo na troca da primeira e agora o migué de deixar a minha prensa atual e mais R$ 350,00 para pegar uma nova, só aí são mais de sessenta canecas sem tirar um real de lucro para pagar o prejuízo.

Por favor, quem tiver o endereço e uma benzedeira de primeira me avisa. Pois pelo exposto acima, se faz necessário usar os trabalhos desta profissional. E rezemos para terminar 2016 sem estragar mais nada!

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